segunda-feira, 13 de maio de 2013

Mais uma modinha: Oportunidade ou Erro?

      Depois de muito ler e ver pessoas postando mais bordões, clichês e frases de efeito no facebook sobre o mesmo assunto (a vinda de médicos cubanos para o Brasil), resolvi (impulsionado pela dica de um amigo: Maicon Pasqualon) opinar.
       Existem fontes à favor e fontes contra essa ideia, mas é necessário mais do que um "acho que não é bom" ou "tenho quase certeza que será bom", ou até "eu li em um site" para falar sobre um assunto como esse.
       O caso é que, independente da vinda de médicos, sejam eles de onde forem, para o Brasil, o sistema de saúde brasileiro é uma vergonha. Os hospitais estão cheios, sem estrutura para abrigar a quantidade de pessoas que abrigam, os médicos não aparecem para trabalhar, há negligência por parte dos médicos e funcionários quanto ao estado dos pacientes, entre outras situações delicadas.
       O Brasil está em 75º no rank mundial (que inclui 182 nações) de saúde (assim como na educação), tendo apenas 7% do PIB para aplicado para isso. Ao passo que Cuba, por exemplo, ocupa o 8º lugar no ranking de atendimento médico infantil (sendo este um dos melhores pontos do sistema cubano). 
       Cuba exporta médicos para mais de 70 países, incluindo Espanha e Portugal que estão acima no ranking de saúde. Falta saber se o problema das pessoas que vão contra a ideia da entrada de novos médicos é apenas preconceito ou tem algum embasamento.
       Na minha cidade (Erechim - RS) os hospitais não estão em estado crítico (pelo fato de ser uma cidade pequena), mas mesmo assim a maioria dos médicos (para não generalizar) não são tão bons assim. Falo por experiência própria, e pela experiência de todos aqueles que conheço, tendo inclusive presenciado e ouvido algumas histórias de deixar qualquer um impressionado, sobre as habilidades, responsabilidades e descaso dos médicos daqui.
      Na minha opinião, muito médicos estão com medo de perder suas vagas para médicos estrangeiros que saibam trabalhar melhor, com mais responsabilidade e afinco.

Continua...

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