segunda-feira, 13 de maio de 2013

A Arte de Fazer... música

       As vezes penso no futuro... "como será o futuro da nossa música?"
       Toda as vezes que eu entro no facebook, em um bar, em uma loja (popular), quando passo na frente de uma festa (mesmo que seja pequena), eu vejo as mesmas coisas: músicas sem letra, com linguajar chulo, a mesma batida, sem senso de pudor, sem criatividade (copiado de alguém, seja o ritmo, seja a letra), com apologia a bebedeiras, festas, sexo, traição, entre outros. 
       Com onomatopeias referentes ao mesmo ato (sempre): sexo; como por exemplo "fazer o Tchu tcha tcha", "e depois paragadá", "tche tcherere tche tche" e muito mais.
       Ao meu ver, uma música é composta de várias partes: Uma letra, que tenha sentido, que faça as pessoas refletirem, compartilharem sentimentos independente do lugar, da idade, da classe social, da raça ou da religião; um ritmo, que seja composto de uma percussão, variável, atrativa; uma melodia que agrade os ouvidos, que seja bonita, seja simples ou não... e assim vai a lista de todas as coisas que faltam nesse tipo de música, levando-me a achar que deveria se dar um nome novo que não fosse "música" para o que se faz nessa geração.
       Antigamente tínhamos exemplos de bandas que tocavam o mundo todo com letras apaixonantes, emocionantes, inteligente, interessantes. Basta citar duas ou três linhas de algumas delas:

 "Você saberia meu nome, se eu te visse no paraíso? Você seria o mesmo, se eu te visse no paraíso? Preciso ser forte, e continuar, porque sei que não pertenço aqui no Paraíso"

"Há algo que sinto quando olho para o oeste e  meu espírito chora por liberdade. Em meus pensamentos eu vejo anéis de fumaça atravessando as árvores e  as vozes daqueles que observam... isso me faz pensar"

"Eu fecho meus olhos apenas por um momento e o momento se foi. Todos meus sonhos passam diante dos meus olhos, como uma curiosidade. Poeira ao vento. Tudo é poeira ao vento."


       Já hoje em dia podemos encontrar coisas como:
"Eu quero tchu, eu quero tcha, eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tcha. Cheguei na balada doidinho pra biritar"

"Vem ni mim Dodge Ram Focker 280, mulherada louca, Israel Novaes Arrebenta"

       As pessoas escutam músicas como essa com e acham o máximo.

       Enfim, isso, para mim, não é música. E nunca vai ser.

       Espero que o futuro da música seja mais promissor do que o que vejo hoje.

       Trabalho para que isso realmente aconteça e espero que outras pessoas que tenham o mesmo interesse quanto ao futuro da nossa música trabalhem também.

       Até a próxima postagem.

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